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@SecondChanceLemon@rebel.ar

Post #2350907

2026-03-31 22:59 UTC

@obbeel@bolha.us As corporações expandiram muito sua capacidade organizacional. No capitalismo global de hoje, os estados foram ultrapassados. Mesmo assim, (desculpem irmãos anarquistas) são as únicas estruturas que servem para organizar a sociedade com uma visão estratégica. Talvez o debate futuro seja sobre como organizar esses estados em um esforço comum, e em defesa da América Latina.

Replies (2)

  • @obbeel@bolha.us 2026-03-31 23:14

    @SecondChanceLemon@rebel.ar Sim, é central. Mas como organizar isso apenas com a latinoamérica? Pode haver uma reversão dos sistema da América Latina que a tornassem mais independente dos EUA, mas os EUA têm toda essa estrutura e cada vez mais datacenters na América do Sul. O México é extremamente dependente da economia dos EUA. As notas internacionais de democracia (que são organizadas pelo Ocidente, ok) são muito mais altas nos EUA do que na América Latina, e os índices de liberdade dos nativos são muito maiores (acesso ao conhecimento, acesso cultural, acesso material ao autodesenvolvimento) nos EUA. O Estados Unidos criou esse mecanismo democrático que é a Internet e definiu o que a Internet deveria ser, e disso surgiram um número de organizações que se anunciam democráticas e que baseiam os princípios de liberdade dos EUA. Isso inclui esses mecanismos públicos da Internet. Vai acabar com a Amazon, vai criar instituições do zero no Brasil? Não tem nem uma alternativa pro que poderia ser democracia no Brasil que não sejam os princípios da educação básica e da saúde básica. Ok, a Constituição Federal foi muito bem pensada, mas ainda assim é ocidental. 1/2

    Open ##2350908

  • @obbeel@bolha.us 2026-03-31 23:14

    @SecondChanceLemon@rebel.ar O Gilmarpalooza acontece em Lisboa. É em Lisboa que se define o lobby "neutro" pro futuro do Brasil. Então como se defender disso? Começar algo do zero parece muito irreal pra mim, mesmo que as pessoas definam bem as prioridades em Cuba, que mesmo assim é muito ocidental. O interesse cubano por Esperanto, por exemplo. O Estados Unidos reverteu a situação na Venezuela sem dificuldade, mesmo que tenha havido muito lobby. Enfim, acho que a América Latina está na mão dos interesses estadunidenses. Não acho que tomar um rumo totalmente Sul Global seja uma boa ideia. Não acho que nem a China queira que o Brasil seja como a China. A multipolaridade é o forte do Brasil, até mesmo na raiz da democracia, como são a maioria dos outros países latinoamericanos. É algo que nos deixa refém da institucionalidade ocidental, mas que é fundamental também. O Brasil, e imagino que os outros países sulamericanos, são muito mais independentes da economia estadunidense do que o México, mas não acho que tenha como desacoplar a vivência sulamericana dos Estados Unidos. 2/2

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